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Praça localizada por trás da Catedral de Santo Antônio. Durante décadas o local foi palco de comícios, reuniões e até desenlace fatal, onde se decidiam os rumos administrativos e político do município, entre os adeptos do senador Sigefredo Pacheco, Waldeck Bona, Yvon Pacheco e outros poderosos caciques e personalidades de Campo Maior e do Estado. Na primeira metade dos anos 60, eu menino, assisti de camarote, ou melhor, do segundo andar do sobrado/residência da família do Sr. Décio Bastos, alguns desses disputados e acirrados comícios. Na companhia dos filhos do casal que eram da minha idade, apreciávamos tudo, desprovidos de qualquer tipo de ideologia ou partido, claro! Bonito mesmo era a folia, a multidão, e o fato de estarmos lá nas alturas. Mais alto do que os políticos e seus fiéis adeptos.
Restaurante Eldorado, Expresso de Luxo, Marimba, Petisqueira, Bar do Antônio Músico, Novo Hotel, Cine Glória (depois, Nazaré); Bar do Zé Sudário, amigo do meu pai, no térreo do sobrado vizinho, na esquina do quadrilátero; a amplificadora que animava com músicas e recados as noitadas da apaixonada praça antes da sessão de cinema: “A taça do mundo é nossa, com brasileiro não há quem possa...!”. Minha tia Socorro Passos, irmã do Milton do cinema, desabrochando a flor da verdadeira melhor idade, muito antes de se tornar enfermeira, ficava me enrolando com qualquer coisa, mode trocar olhares e, até, audaciosos piscares de olhos, com o rapaz que vinha na direção contrária da imensa ciranda que era hormônio puro! O “licute” era o estopim pra coisa explodir gerando muitos dos pais e avós de filhos ou netos que por ventura estejam lendo “essas mal traçadas linhas” sem nenhum cheiro de perfume.
Tomado de muita lembrança, olhando uma foto dos anos 20; distante cerca de 3.884km do epicentro da “abandonada” praça, resolvi fazer companhia a ela; me sentar com ela, no meio dela; nem que fosse preciso atravessar um “túnel do tempo” e desenhá-la bonita tal qual foi construída no início do século passado. Parece que foi “hontem”...
Pena que demoliram o bonito coreto. Nada não, hoje só serviria para os malas consumirem drogas ou partilharem os lucros dos crimes. A praça já foi do povo.
“Chegará o dia em que as pessoas sentirão vergonha de serem honestas”, profetizou Rui Barbosa.
Escrito por NettodeDeus às 16h27
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Militar e aviador campo-maiorense. Nasceu em Campo Maior a 25/01/1909 e faleceu em Curitiba [PR] em 17/11/1935, inubo, com apenas 26 anos de idade, em acidente aéreo, ao participar de acrobacias, quando pilotava uma aeronave durante uma solenidade pública na capital paranaense. Fez o primário em Campo Maior, o ginasial em Floriano e o secundário no Liceu Piauiense, ingressando em 1926 na Força Aérea Brasileira, na cidade do Rio de Janeiro, como cadete. Nos anos de 1930 e 1933, alcançou, respectivamente, as patentes de 2º e 1º Tenente. Pioneiro na implantação do Correio Aéreo Nacional nos Estados do Piauí, Maranhão e Pará. Foi comandante dessa região em 1934. Alcançou em 1935 o posto de Capitão, e morreu em 17 de novembro do mesmo ano. Foi sepultado em sua terra natal, no cemitério do centro de Campo Maior.
Capitão Manoel de Oliveira foi o primeiro aviador campo-maiorense e o primeiro a pousar uma aeronave em solo de “berço de heróis”. As suas chegadas a Campo Maior eram invariavelmente identificadas pelas estrepolias acrobáticas nos céus da cidade.
Eram seus pais, Antônio José de Oliveira e Maria Floresta da Paz Oliveira. Manoel de Oliveira inaugurou o Correio Aéreo no município piauiense de Piripiri no dia 20/12/1933 e o campo de aviação “Augusto Severo”, naquela cidade, com a presença do prefeito Nelson Resende, do também aviador José Macedo e de moradores da localidade.
Fotos: Arquivo BitorocaraNews - Infográfico: João de Deus Netto
Fonte: Geração Campo Maior – Reginaldo Lima
NOTA DO JENIPAPONEWS

Não tem jeito! O saudável e divertido bairrismo entre as Freguesias de Campo Maior e Piripiri é do tempo em que vaqueiro ia de cavalo pra feira na sede do município e tinham-se notícias de grandes quantidades de vaga-lumes lá pras bandas do rio dos Matos. Pois não é que ao saber que a concorrente terra dos Resendes ia inaugurar um “moderno” Campo de Aviação, um gaiato campo-maiorense, pioneiro e arrojado piloto da Força Aérea Brasileira, se mandou de Curitiba e, pela primeira vez, tocou o solo da “moderna” pista de terra da vizinha cidade, manobrando um avião do Correio Aéreo Nacional.
Toma, João Cláudio! Que beleza!
João de Deus Netto – Designer gráfico, chargista, caricaturista e blogueiro deste BitorocaraNews; do JenipapoNews e do Blog de literatura PICINEZ.
Escrito por NettodeDeus às 16h12
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BRASIL, Sul, CURITIBA, João de Deus NETTO, natural de Campo Maior [PI],, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Informática e Internet, Desenhar e Fazer Saliência
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