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Irapuan de Sousa Rocha. Tenente aviador e instrutor de pára-quedismo da Força Aérea Brasileira – FAB. Filho de Woltigern Rocha e de Raimunda de Sousa Sá Rocha. Nasceu em Teresina em 03/07/1947, por questão de segurança médica e decisão dos pais, no entanto, passou toda sua infância e juventude em Campo Maior, sua terra natal de origem, onde fez os primeiros estudos. Fez o curso científico (Ensino Médio) no Liceu Piauiense e ingressou na FAB em 1967 como aspirante; tomou o nº  e nome  de 67.191 – Irapuan S. R.  Especializou-se em eletrônica, estatística, topografia, tecnologia militar, geografia econômica e política, direito, educação física militar, parapsicologia, guerrilha, história militar e fez os cursos de vôo, pára-quedismo e de instrutor. Foi declarado 2º Tenente aviador em 29/07/1970, servindo nas bases aéreas de Cumbicas [SP] e Parnamirin [RN]. Faleceu em acidente aéreo em Natal [RN] no dia 10/04/1972, quando ministrava instruções de pára-quedismo. Em sua homenagem, o grupamento de escoteiros, registro “10º PI” de Campo Maior, passou a denominar-se “Grupamento de Escoteiros Irapuan Rocha”. 



Escrito por NettodeDeus às 17h02
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Zeferino Neto

 

Saí de Campo Maior pela primeira vez na flor dos meus treze anos. Voltei na flor dos meus 16 anos. Quando voltei toda a meninada da minha idade tinha aprendido duas coisas que eu nos meus anos recifenses, de 60 a 62, nem de longe cheguei perto: a sinuca do "xerife" Puaca e o caminho das primas do Campo do Pacífico. Quando voltei tive que tentar me iniciar nisso, pra poder me sentir homem, se é que me entendem. Nomear aquelas santas criaturas com quem tivemos nossa natural iniciação nos doces e proibidos (praquelas crianças naquela época) prazeres da carne talvez não fosse a forma mais correta de homengeá-las, claro porque na verdade a gente nem se lembra o nome delas, provavelmente, embora não esqueça o nome da Madame que lhes tinha sob proteção, digamos. Algumas dessas damas, cujo nome era decorrente de seu enorme peso, não tanto dos anos como outras, que tinham o sufixo ão ou ona acrescentado a seus nomes de batismo ou de guerra, sendo os daquelas mais entradas nos anos (perdão pelo trocadilho, não é nada disso!), os prefixos eta ou ola ou Maria isso ou aquilo. Eram verdadeiras xerifas de um espaço onde a meninada só tinha acesso quando a luz da cidade se apagava porque a polícia era ali pertinho. E lá íamos nós na escuridão da noite atrás daquelas damas que rendiam obediência cega às donas do pedaço. Na escuridão de quartinhos apertados, à luz bruxoleante de uma lamparina de querosene, garrafas dáguas para a higine pós-coito num canto. Tentei ser o mais elegante e respeitoso para relembrar e, porque não, homenagear essas criaturas aqui nesse espaço.

 

O BITOROCARA REFRESCA A MEMÓRIA:

Zabelão, Maria Paudarco, Chicola, Foquite, Iva, Isabelzinha, Paturi, Chica Galinha, Bate-Marchas, Bola Sete, Maria Caça Homens, Foquite, Piranha, Lanzuda, Moe-de-Vara, Maria Cal e a Cotinha. Fonte: A Prostituição Feminina em Campo Maior – Celson Gonçalves Chaves.

 

 



Escrito por NettodeDeus às 10h54
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BRASIL, Sul, CURITIBA, João de Deus NETTO, natural de Campo Maior [PI],, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Informática e Internet, Desenhar e Fazer Saliência
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