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 Bancário, professor, político e militar. Nasceu em Campo Maior a 21/06/1924. Foi Prefeito de Campo Maior no período de 16/12/1947 a 21/04/1948, por nomeação do Governador Rocha Furtado. Militou durante anos no partido da UDN – União Democrática Nacional onde se elegeu vereador em 1951. Professor de História e Geografia, com exame de suficiência feito na Faculdade de Direito do Piauí, para o MEC; exerceu a profissão no Ginásio Santo Antônio, que ajudou a fundar. Foi paraninfo da primeira turma de concludentes desse estabelecimento, em 1950. Exímio desenhista, projetou e acompanhou a construção da Catedral de Santo Antônio. O prédio da Receita Federal de Campo Maior também partiu dos desenhos de Aloísio Portela. Na vida militar, foi 3º Sargento da Reserva do Exército. Foi 1º adjunto de promotor da Comarca de Campo Maior, tendo ingressado no Banco do Brasil a 05/12/1952, onde logo se tornou líder bancário, na agência de Campo maior. Na década de 60, naquele banco, ocupou destacadas funções, entre elas, a de fiscal da Carteira Agrícola (1963). No ano de 1964, inscreve-se em concorrência nacional para ocupar o cargo de gerente do Banco do Brasil na agência de Campo Maior, ganhando por duas vezes o primeiro lugar. No entanto, interferência política local e de um dos diretores daquela instituição financeira impediu a nomeação de Aloísio Portela para o cargo. O gerente Aloísio (udenista) fazia parte dos planos de políticos-proprietários rurais do PSD de Campo Maior? Não! Também não se acredita que tenha sido somente este o verdadeiro motivo. Nem mesmo a “redentora” (apelido dado ao golpe dos militares em 1964) foi a causadora. Como certo, sabe-se que naquela ocasião formou-se um sólido “conluio” entre dois expressivos e destacados personagens campo-maiorenses, com uma única determinação: impedir a qualquer custo, o acesso de Aloísio àquele cargo superior. Muitas confidências foram trocadas a respeito. Até as nomeações de subgerentes foram rigorosamente mantidas sob severa vigilância. Por quê? Interesses contrariados? Claro!

Em 05 de setembro de 1965 Aloísio é transferido para Teresina, só retornando em outubro de 1967, depois de ter sido atendido o seu pedido. Posteriormente, é transferido para Itapipoca [CE], onde ocupou o cargo de subgerente e, por sete meses, interinamente, o de gerente, por falecimento do titular. A 29 de dezembro de 1974 aposenta-se, na função de subgerente.

Aloísio José Portela era casado com Maria José Andrade Portela. Pai de Benedito Portela, Leopoldo, Nazaré, Teresinha, Conceição, Fátima, Antônio, Catarina e Bernadete Portela.

 



Escrito por NettodeDeus às 14h58
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WALDECK BONA

 Governou como prefeito ditatorial (Ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas) de 06/05/1946 a 06/05/1947. De 21/04/1948 a 30/01/1951, governou como Prefeito Institucional com a democracia restabelecida com as eleições de 1948 de Getúlio Vargas, desta vez por referendo popular.

Waldeck Bona era fazendeiro, comerciante e político. Nasceu em Campo Maior a 15/02/1908 e faleceu em Teresina a 30/09/1993.  Foi prefeito em dois mandatos, vereador e deputado estadual. Era filho de Ovídio Bona e de Ana Monteiro Bona. Casado com Maria de Nazaré Eulálio Bona. Foi membro e presidente da Confraria de São Vicente de Paulo (Hospital antigo), para a qual destinava seus vencimentos de Prefeito; os vencimentos de deputado eram destinados a um hospital de Teresina, para tuberculosos. Homem muito respeitado possuía muitos recursos financeiros, era muito caridoso e também, muitas vezes, rancoroso e ardiloso político. Desfrutava de muito prestígio tanto na esfera política quanto no seio da sociedade piauiense. Mantinha correspondência pessoal com as principais autoridades do país e do Governo Federal, entre as quais, Getúlio Vargas e o Marechal Castelo Branco.

 

YVON PACHECO

Agropecuarista e político. Nasceu em Campo Maior a 02/09/1907 e faleceu em Teresina a 28/02/1988, sendo sepultado em Campo Maior. Como substituto do Prefeito Waldeck Bona, assumiu a chefia do Executivo Municipal no período de 04/04/1950 a 04/11/1950. Foi Vice-Prefeito de Dácio Bona (31/01/1973 a 31/12/1976), tendo assumido em alguns intervalos, o cargo de Prefeito. Foi diretor do Fripisa, em Campo Maior e presidente da Sociedade de Proteção à Maternidade e à Infância, sendo um dos fundadores da Maternidade Sigefredo Pacheco. Foi um dos principais incentivadores para a construção do Mercado público do então povoado Nazaré. Dele, Yvon, assim falava Heitor Castelo Branco Filho, da Academia Piauiense de Letras: “Yvon era homem simples, informal, discreto, leal, corajoso e confiável. Muito amava o seu rincão que sabia as doçuras e era pra ele o centro do universo. Tinha legiões de amigos em todas as faixas etárias, mercê de um comportamento salutar e de muita firmeza de atitudes e de caráter...”.

 

MAMEDE LIMA

Foi eleito Vice-prefeito de José Olímpio da Paz. Com o falecimento do titular, assumiu o cargo de Prefeito e governou no período de 15/04/1977 a 31/01/1983. Joaquim Mamede Lima, empresário e político, nasceu em Groaíras [CE] em 02 de setembro de 1934 e há muitos anos radicou-se em Campo Maior onde também foi vereador por duas legislatura.

Destaques de sua administração:

Praças de Flores, Cícero Correia Lima (AABB); Restaurante e mirante Hawai (centro do Açude Grande); Prédio e auditório da Secretaria. de Educação do município; Prédio da Secretaria de saúde de Campo Maior; instalação de 6 mini- postos de saúdes, Posto de Saúde do então povoado Boqueirão; água, energia, feiras livres e 48 escolas na Zona Rural - atuais municípios de Sigefredo Pacheco, Boqueirão e Nazaré. Mamede Lima fomentou a construção da barragem do Emparedado; de açudes e de aguadas; 47.000m2 de calçamento e meio-fio; instalou televisores nas praças públicas dos bairros e povoados; adquiriu uma fábrica de manilhas, além de caminhões, tratores e veículos.

Fundou e foi o primeiro presidente da APPM – Associação Piauiense dos Prefeitos Municipais do Estado do Piauí no ano de 1979 e que funcionou durante algum tempo em Campo Maior. Posteriormente a sede foi transferida para Teresina. Em sua gestão foram construídos os conjuntos habitacionais “Agenor Melo”, “Lucídio Portela”, “José de Almeida” e “Caixa Econômica”. Em 1994, recebeu a “Medalha Heróis do Jenipapo” e o título de “Cidadão Campo-maiorense”.

 

 

 



Escrito por NettodeDeus às 16h48
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Hilson Bona, Juiz. Nasceu em Campo Maior a 01/101913 e faleceu a 22/12/1975. Filho do Capitão Alberto Bona e de Ana Moura Bona. Bacharel em Direito, foi juiz e diretor do Fórum de Campo Maior. Iniciou sua carreira profissional como promotor público na cidade de Altos [PI], sendo posteriormente juiz de Aparecida, Santa Filomena, São Raimundo Nonato, Buriti dos Lopes – o Fórum dessa cidade tem o seu nome - duas vezes, Barras e Campo Maior, onde se aposentou. Suas promoções foram sempre por antiguidade e pelo sério e competente trabalho que sempre desempenhou. Dr. Hilson serviu à Justiça por longos 35 anos, tendo sido o principal idealizador da construção do Fórum Desembargador Manoel Castelo Branco, de Campo Maior, inaugurado no Governo Helvídio Nunes de Barros em outubro de 1969. Era prefeito de Campo Maior o Professor Raimundinho Andrade. Dr. Hilson Bona  sempre recusou a honraria do Fórum levar seu nome e, insistentemente, fez pedidos especiais às autoridades para convencer o governador da sua vontade e recusa.

Dr. Hilson Bona era muito humilde, honrado, íntegro, apolítico e muito modesto. Era acatado, respeitado e elogiado por todas as correntes políticas e de opinião. Foi um cidadão exemplar e ainda é citado como espelho de integridade moral e honestidade. Pai de Alberto Bona Neto, Hilson Antônio, Honório José Nunes, Josias Nunes, Lina Rosa de Jesus e Zizita Dolores.

 

Fonte: Geração Campo Maior – Reginaldo Lima.

Foto Dr. Hilson: Arquivo Paulo Roberto Bona Andrade

 

Mestre e Democrata

 

Fui aluno do Dr. Hilson Bona no Colégio Estadual de Campo Maior onde ele chegava para trabalhar, pedalando uma bicicleta com livros e provas presos na garupa. E olha que não era nenhuma Monark zero km, não! Sempre me questionei, como um cidadão, Juiz de Direito e professor, do quilate do Dr. Hilson, não se constrangia, nas aulas de Educação Moral e Cívica, em ensinar que “a Democracia é uma forma de governo do povo, pelo povo e para o povo!”. Estávamos no auge do rigor dos atos institucionais da sangrenta ditadura militar no Brasil; da mesma tirania que cinicamente incentivava o ensino da moral e do civismo, melados de sangue. O Dr. Hilson falava alto e em bom som o que ele defendia e queria que a gente aprendesse e defendesse: humildade, honradez, integridade moral e honestidade.

Se o Dr. Hilson Bona estivesse vivo, certamente seria um dos mais indignados jurisconsultos desse país; em ver no que foi transformado o sonho de democracia de tanta gente torturada, morta e vilipendiada. Não bastasse o “Estado Bandido” que se avizinha, fruto do hercúleo esforço dos palacianos do planalto central, mais precisamente, da Praça dos Três Poderes.

 

João de Deus Netto – Designer gráfico, chargista, caricaturista e blogueiro deste BitorocaraNews; do JenipapoNews e do Blog de cultura [PICINEZ].

 

 



Escrito por NettodeDeus às 14h52
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BRASIL, Sul, CURITIBA, João de Deus NETTO, natural de Campo Maior [PI],, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Informática e Internet, Desenhar e Fazer Saliência
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