[ BITOROCARA NEWS BLOG ]


Josefa Lima, cearense que manteve por mais de 50 anos em Campo Maior, junto com suas irmãs, a Escola Maria Auxiliadora, foi responsável pela educação de dezenas de campo-maiorenses. Eu fui um deles. Foi lá que aprendi o “beabá” e a taboada, de cor e salteado, sobre os olhares atentos da Dona Noca, uma das irmãs da Dona Josefa e minha primeira professora. Confesso que por determinação própria, o “bolo” da palmatória nunca fez parte do meu aprendizado na Escola das irmãs professoras. Aliás, eu não lembro de ter visto esse instrumento medieval em ação nos meus colegas da única sala de aula da escola que eu jamais esquecerei.

Na foto à direita, D. Lina Bona, minha segunda professora, desta feita, no Ginásio Santo Antônio, liderado na minha época pelo Monsenhor Mateus Cortez Rufino e  tendo na retaguarda a figura antológica do Zé Cândido, o moço que tocava a sineta com uma invejável cadência e fazia a melhor ponta de lápis do Hemisfério Sul do planeta. Na cantina, o melhor da culinária do recreio: “pão cheio” (com carne) e o campeão de audiência, pão com goiabada servidos pela D. Maroca.

 



Escrito por NettodeDeus às 16h20
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Comerciante. Nasceu em Simplício Mendes [PI] a 08/11/1918 e em 1945 transfere-se para Campo Maior como graduado funcionário da Casa Marc Jacob, empresa que por 5 anos gerencia em Teresina, depois de ter passado vários anos entre os campomaiorenses. Em 1965 retorna à cidade, se estabelece no comércio varejista  e amplia os negócios formando amplo patrimônio. Casou-se com a campo-maiorense Ducília Leite Mendes. Foi um grande desportista, participou em diversas entidades filantrópicas e altamente relacionado na sociedade local. “Seu” Júlio Rabelo recebeu o título de Cidadão Campo-maiorense em 23 de dezembro de 1979. Autodidata e uma verdadeira enciclopédia viva saia do vozeirão do sempre bem-vindo, “seu Júlio,  em qualquer roda de amigos em Campo Maior.



Escrito por NettodeDeus às 16h18
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Grande comerciante e político, nasceu em Batalha [PI] a 17/12/1902 e faleceu em Campo Maior em 15/11/1976. Agenor Melo, foi um dos maiores contribuintes de impostos da época; foi nomeado por Francisco Alves Cavalcante como membro do Conselho Consultivo de Campo Maior, a 04 de outubro de 1931, do qual afastou-se por volta de julho de 1932. Foi Vice-Prefeito de Campo Maior [1963-1967]; ocupou a chefia do Executivo na ausência do titular, notadamente, em 1965. Foi vereador em várias legislaturas. Casou-se em primeiras núpcias com Heloísa Ribeiro Melo e em segundas núpcias com Mirtes de Aragão Melo. Pai do médico e político César Melo; do “Agenorzinho”; Maurício, Sílvia, Moreninha, Gilmar e Nina Melo.

Na foto, Agenor Mello recepciona o General Castello Branco.

 

A visita do General Castello Branco

 

Em 1960, ano do centenário de nascimento do General Cândido Borges Castello Branco, seu filho Marechal Humberto de Alencar Castello Branco, acompanhado dos irmãos e da esposa Argentina Vianna Castello Branco, estiveram em Campo Maior, ocasião em que recebeu da Câmara Municipal, no dia 30 de junho, o título de Cidadão Honorário da cidade e visitou a residência onde morou seu pai, Cândido Borges Castello Branco e Antonieta Alencar Castello Branco - da família do escritor José de Alencar -, localizada na Praça

Bona Primo.

 

Foto:Museu do Paulo&Arquivo BitorocaraNews

 



Escrito por NettodeDeus às 11h13
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Cruzei a primeira vez com o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco nos idos dos 50, em plena floresta do Calombo, ali entre a região marginal do Rio Surubim e a fazenda São José, de propriedade da família Miranda (me corrige aí, Zémiranda, se for o caso). As tropas federais do Ceará e do Piauí faziam manobras na área. Meu pai se aproxima de uma figurinha baixinha, todo fardado, suando igual uma chaleira fervendo e me diz: "vou lhe apresentar um herói da segunda guerra mundial", cumprimenta-o e me faz cumprimentá-lo e lhe diz que eu sou como o seu pai (que na época em que comecei a dar aula aí em Campo Maior no Got, Cândido Borges Castelo Branco, fiquei sabendo ser pai do Marechal) era nascido na cidade, meu pai era de Batalha. No dia em que o Marechal morreu eu estava trabalhando na farmácia do irmão Turuka quando alguém chegou com a notícia. Turuka não era propriamente um simpatizante da “Redentora”, mas achava, como acho eu hoje, que o marechal tinha sido assassinado porque o pessoal que forçou a entronização do Costa e Silva na presidência, ao contrário do grupo castelista, queria ficar no poder indefinidamente. Daí... Dos cinco generais presidente, eu acho Castelo Branco o menos truculento, disparado. Se era pra fazer média com os conterrâneos admiradores do marechal, tá feita.

 

Zeferino Alves Neto

 



Escrito por NettodeDeus às 11h11
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 Tudo começou com muito sacrifício e persistência, quando João Sérgio ganhou de presente do seu pai uma sanfona. Contagiado pela musica e incentivado por amigos formou-se o 1º grupo musical: “JOÃO SÉRGIO E SEU CONJUNTO”. Em 1970, com o ingresso de mais dois instrumentistas, chamou-se MPB-5.Com a diversificação do seu repertório de embalos da jovem guarda, baladas, romântica, samba e forró, a banda passou a ser chamada de “OS AMANTES”. João Sérgio não parava por ai, apostou no ramo empresarial, resolveu numa sociedade entre amigos formar outro conjunto na cidade de Teresina, sendo a melhor época de 78, “OS MUSICAIS”.  Por último, já depois de várias noites acordado, João Sérgio, incansável, continuava com a sina de alegrar pessoas. Investia em novos equipamentos, transporte e assim, em um novo formato (1984), tornou o maior sucesso a BANDA SPACIAL, sempre embalados no ritmo envolvente e eletrizante do forró. Depois de seu desaparecimento a família de João Sérgio, optou pela continuação de seus negócios, e é justamente, seus filhos com muita união, que estão levando à frente o empreendimento deixado por ele.

Fonte: Site da Banda Spacial

Dá até pra escutar o som que vinha dos lados da Praça Bona Primo quebrando o silêncio das enluaradas noites, nas grandes festas do Campo Maior Clube. O único risco de algum "sereno" era formação de pequenas núvens de espectadores das imediações equilibrados em cima de tamboretes, disputando uma brechinha nos janelões do casarão por onde pudessem ver qual o vestido estava mais "assentado" nos corpos dos “brotos da sociedade daqueles tempos. As "moça véia" também eram visadas (coitadas!). Sábado, festa de primeira com farto material pra língua comer solta até segunda. Mais tudo na santa paz, como diz o meu pai Zé Dideus.

 

A  partir da esquerda: Baixinho, Cicinho, Vicente, Juvenal, João Sérgio, Zequinha e Alcides.

Por volta de 1986 eu havia voltado do Rio de Janeiro a convite do Grupo Claudino para trabalhar como desenhista publicitário na Sucesso Publicidade - House Agency do grupo do Armazém Paraíba - , quando fui procurado pelo João Sérgio, meu grande amigo e que descobriu em mim, quando adolescente e estudante “ginasiano” do Colégio Estadual, um baterista que estava escondido em um guitarrista-base, no distante ano de 1974. Meu antigo maestro, e mestre da sanfona dos carnaubais, dessa vez estava querendo uma logomarca para mais um empreendimento musical que já estava tocando com o "emblema" improvisado. Estava formada a Banda Spacial. Não pensei meia vez de como seria a logomarca.

 



Escrito por NettodeDeus às 16h17
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




“No cemitério de Batalhão os mortos do Jenipapo

Não sofrem chuva nem solo telheiro os protege

Asa imóvel na ruína campeira”.

 

Carlos Drummond de Andrade

(In Fazendeiro do Ar. Item II. Campo Maior)

 

Fazendeiro do ar e poesia até agora.

Rio de Janeiro: José Olympio, 1955. 561 p.

 

No mês do aniversário de Carlos Drummond de Andrade, um dos maiores poetas brasileiro de todos os tempos; contista, cronista e tradutor, uma leitura da homenagem que ele fez aos mortos na Batalha do Jenipapo, em Campo Maior. Outubro também lembra o aniversário do poeta piauiense H. Dobal - recentemente falecido – que também se declarou à terra dos carnaubais em uma das suas mais belas poesias: “Campo Maior”.  É o mês em que se comemora o Dia do Piauí; e com muita modéstia, neste mesmo feriado, este “blogueiro” que vos escreve veio ao mundo através da cidade de Campo Maior. Não poderia esquecer que hoje, dia 1º deste “festeiro” mês, aniversaria, Regina Monteiro de Deus, minha esposa campo-maiorense. Eu e ela representamos a homenagem "Maternidade" no post do Drummond.  Parabéns, então, para todos!

 



Escrito por NettodeDeus às 10h26
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




RAIMUNDO Nonato Monteiro de SANTANA – Professor, bacharel em Direito e escritor. Diplomado também pelo Instituto Superior de Estudos Brasileiros, em Economia Política e Sociologia. Nasceu em Campo Maior, em 27 de fevereiro de 1926. Professor catedrático da Universidade Federal do Piauí, lecionou também na Universidade de Brasília, na Escola Superior de Guerra e no Colégio Interamericano de Defesa, em Washington (EUA). Foi prefeito de Campo Maior, entre 1951 e 1955. Fundou o Centro de Estudos Piauienses (1957), Movimento de Renovação Cultural do Piauí (1960), o Fórum Cultural do Piauí e a Fundapi - Fundação de Apoio Cultural do Piauí. Presidiu a Academia Piauiense de Letras (2000-2001), onde ocupa a cadeira número 32. Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Piauí, do Conselho Estadual de Cultura e do Conselho Municipal de Cultura de Teresina. Bibliografia: O Desenvolvimento Econômico Nacional na Teoria Econômica Geral (1959); Aspectos de uma Ideologia para o Desenvolvimento; Perspectiva Histórica do Piauí; A Evolução Histórica da Economia do Piauí, 1965, Piauí: Formação – Desenvolvimento – Perspectivas, 1995, e Apontamentos para a História Cultural do Piauí, 2003; Evolução Histórica da Economia Piauiense e Outros Assuntos, 2008.



Escrito por NettodeDeus às 12h38
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




SANTANA PREFEITO

A administração do Prefeito Raimundo Santana foi marcada pela preocupação com a agricultura e a manutenção do homem em terras campomaiorense:

Principais feitos:

• Aguadas – Barragens – Olhos d`águas • Proibiu a saída de gêneros, carne bovina, suína e similares para combater a calamidade pública  e a alta dos preços - a conhecida inflação dos nossos dias.• Estação Ferroviária • Instituição do Concurso Público Municipal • Criou o Plano de Cargos e Salários • Construiu o Mercado de Frutas no Antigo Mercado Velho (onde hoje é a Prefeitura) • Escolas na Zona Rural do município • Chafarizes na Zona Urbana • Concluiu a urbanização com calçamento da Praça Bona Primo • Inaugurou o Grupo Escolar Leopoldo Pacheco, dentre outras obras.

A VITÓRIA DO JOVEM RAIMUNDO SANTANA

Numa época em que os prefeitos costumavam ser senhores “coronéis”, eleitos ou nomeados; com algum avantajado na idade, a UDN escolhe o “menino” Santana, 25 anos, civil, para encarar uma acirrada batalha política contra o Sr. João Crisóstomo de Oliveira, candidato dos pesos pesados do getulismo do PSD: Médico e 1º Tenente Sigefredo Pacheco, Coronel Miranda e Coronel Waldeck Bona. A tropa do jovem Santana levou vantagem do início ao fim por causa da moral altíssima, indispensável em qualquer tipo de embate. Minha mãe Alaíde, entusiasta da campanha, fala que o entusiasmo dos jovens levava, literalmente, o futuro prefeito na “cacunda” (nos ombros). Aos gritos de “Santana! Santana!”, a passeata saia da residência dos seus pais, próxima ao colégio Valdivino Tito, até a Praça Bona Primo. Na volta, uma parada na Praça do Relógio (atual prefeitura) para um vibrante comício. E como numa guerra há sempre baixas, infelizmente, essa se deu do lado da UDN. Um cabo eleitoral do partido da União Democrática Nacional, de nome, França Catura, foi assassinado num beco próximo à Praça Rui Barbosa, no auge de mais um nervoso acontecimento político em Campo Maior. Bodes expiatórios foram procurados e não encontrados. De nada mais adiantava. Estava eleito, Raimundo Nonato Monteiro de Santana, em 1951, o Mais Jovem Prefeito do Piauí. 

 

 

 

Fotos: Museu do Paulo&Arquivo BitorocaraNews&Moacir Ximenes - Prefeitos de Campo Maior  

 



Escrito por NettodeDeus às 12h36
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Alegres, faziam de tudo pra chamar a atenção; quando chegavam em algum lugar, todo mundo ficava sabendo; extrovertidas, só queriam ser e, segundo as más línguas, eram por demais fofoqueiras. Zuzú e Zezé eram filhas do “seu” Sinhôzinho e da D. Zelinda Miranda; irmãs do Afonso, da Cleusy Miranda  e da Magnólia. A dupla do barulho adorava conversar com rapazes na maior fantasia amorosa possível; quando os atencioso “partidos” davam as costas, elas espalhavam para a  Praça Rui Barbosa inteira, que estavam namorando os “brotos”. Já para o lado da meninada elas não eram nada simpáticas ou deslumbrantes, como se achavam. 15 entre dez crianças, corriam às léguas com medo das incontroláveis “linguarudas” das duas mais movimentadas praças de Campo Maior: Bona Primo e, principalmente, a Rui Barbosa, onde, segundo o Simão Pedro, filho do Irmão Turuka, as irrequietas paqueradoras, Zuzú e Zezé, batiam ponto um pouquinho antes do sol se por.

 

Foto: Museu do Paulo&Arquivo BitorocaraNews.

 



Escrito por NettodeDeus às 15h16
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




A primeira banda (conjunto) de rock “pesado” de Campo Maior. O novo som era ensaiado no andar de cima do prédio dos Correios onde também morava o guitarrista Aica. Na foto, a formação com o baterista Roberto Carlos - antes de lançar moda personalizada com modelitos de napa pretas perfuradas com dezenas de arrebites prateados, dos ombros à ponta das botas!; Zé Wagner (contra-baixo); Carlos Torres, filho do Dr. João de Deus, na guitarra-base, e o band-leader, Aica, na guitarra-solo. Depois teve também uma formação com o Humberto Neiva na bateria e o Seu Tonho, filho do Sr. Nascimento da farmácia, como crooner (cantor). Estávamos no final dos anos 60.

Toquem mais uma do Renato e seus Blue Caps, meninos!

“Ah, deixe essa boneca faça-me o favor! Deixe isso tudo vem brincar de amor...!”

Foto: Museu do Paulo Andrade - do saudoso filho do igualmente saudoso, Prof. Raimundinho Andrade. O acervo fotográfico foi cedido pelo Artur Andrade, filho do Paulo.



Escrito por NettodeDeus às 14h56
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 Bancário, professor, político e militar. Nasceu em Campo Maior a 21/06/1924. Foi Prefeito de Campo Maior no período de 16/12/1947 a 21/04/1948, por nomeação do Governador Rocha Furtado. Militou durante anos no partido da UDN – União Democrática Nacional onde se elegeu vereador em 1951. Professor de História e Geografia, com exame de suficiência feito na Faculdade de Direito do Piauí, para o MEC; exerceu a profissão no Ginásio Santo Antônio, que ajudou a fundar. Foi paraninfo da primeira turma de concludentes desse estabelecimento, em 1950. Exímio desenhista, projetou e acompanhou a construção da Catedral de Santo Antônio. O prédio da Receita Federal de Campo Maior também partiu dos desenhos de Aloísio Portela. Na vida militar, foi 3º Sargento da Reserva do Exército. Foi 1º adjunto de promotor da Comarca de Campo Maior, tendo ingressado no Banco do Brasil a 05/12/1952, onde logo se tornou líder bancário, na agência de Campo maior. Na década de 60, naquele banco, ocupou destacadas funções, entre elas, a de fiscal da Carteira Agrícola (1963). No ano de 1964, inscreve-se em concorrência nacional para ocupar o cargo de gerente do Banco do Brasil na agência de Campo Maior, ganhando por duas vezes o primeiro lugar. No entanto, interferência política local e de um dos diretores daquela instituição financeira impediu a nomeação de Aloísio Portela para o cargo. O gerente Aloísio (udenista) fazia parte dos planos de políticos-proprietários rurais do PSD de Campo Maior? Não! Também não se acredita que tenha sido somente este o verdadeiro motivo. Nem mesmo a “redentora” (apelido dado ao golpe dos militares em 1964) foi a causadora. Como certo, sabe-se que naquela ocasião formou-se um sólido “conluio” entre dois expressivos e destacados personagens campo-maiorenses, com uma única determinação: impedir a qualquer custo, o acesso de Aloísio àquele cargo superior. Muitas confidências foram trocadas a respeito. Até as nomeações de subgerentes foram rigorosamente mantidas sob severa vigilância. Por quê? Interesses contrariados? Claro!

Em 05 de setembro de 1965 Aloísio é transferido para Teresina, só retornando em outubro de 1967, depois de ter sido atendido o seu pedido. Posteriormente, é transferido para Itapipoca [CE], onde ocupou o cargo de subgerente e, por sete meses, interinamente, o de gerente, por falecimento do titular. A 29 de dezembro de 1974 aposenta-se, na função de subgerente.

Aloísio José Portela era casado com Maria José Andrade Portela. Pai de Benedito Portela, Leopoldo, Nazaré, Teresinha, Conceição, Fátima, Antônio, Catarina e Bernadete Portela.

 



Escrito por NettodeDeus às 14h58
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




WALDECK BONA

 Governou como prefeito ditatorial (Ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas) de 06/05/1946 a 06/05/1947. De 21/04/1948 a 30/01/1951, governou como Prefeito Institucional com a democracia restabelecida com as eleições de 1948 de Getúlio Vargas, desta vez por referendo popular.

Waldeck Bona era fazendeiro, comerciante e político. Nasceu em Campo Maior a 15/02/1908 e faleceu em Teresina a 30/09/1993.  Foi prefeito em dois mandatos, vereador e deputado estadual. Era filho de Ovídio Bona e de Ana Monteiro Bona. Casado com Maria de Nazaré Eulálio Bona. Foi membro e presidente da Confraria de São Vicente de Paulo (Hospital antigo), para a qual destinava seus vencimentos de Prefeito; os vencimentos de deputado eram destinados a um hospital de Teresina, para tuberculosos. Homem muito respeitado possuía muitos recursos financeiros, era muito caridoso e também, muitas vezes, rancoroso e ardiloso político. Desfrutava de muito prestígio tanto na esfera política quanto no seio da sociedade piauiense. Mantinha correspondência pessoal com as principais autoridades do país e do Governo Federal, entre as quais, Getúlio Vargas e o Marechal Castelo Branco.

 

YVON PACHECO

Agropecuarista e político. Nasceu em Campo Maior a 02/09/1907 e faleceu em Teresina a 28/02/1988, sendo sepultado em Campo Maior. Como substituto do Prefeito Waldeck Bona, assumiu a chefia do Executivo Municipal no período de 04/04/1950 a 04/11/1950. Foi Vice-Prefeito de Dácio Bona (31/01/1973 a 31/12/1976), tendo assumido em alguns intervalos, o cargo de Prefeito. Foi diretor do Fripisa, em Campo Maior e presidente da Sociedade de Proteção à Maternidade e à Infância, sendo um dos fundadores da Maternidade Sigefredo Pacheco. Foi um dos principais incentivadores para a construção do Mercado público do então povoado Nazaré. Dele, Yvon, assim falava Heitor Castelo Branco Filho, da Academia Piauiense de Letras: “Yvon era homem simples, informal, discreto, leal, corajoso e confiável. Muito amava o seu rincão que sabia as doçuras e era pra ele o centro do universo. Tinha legiões de amigos em todas as faixas etárias, mercê de um comportamento salutar e de muita firmeza de atitudes e de caráter...”.

 

MAMEDE LIMA

Foi eleito Vice-prefeito de José Olímpio da Paz. Com o falecimento do titular, assumiu o cargo de Prefeito e governou no período de 15/04/1977 a 31/01/1983. Joaquim Mamede Lima, empresário e político, nasceu em Groaíras [CE] em 02 de setembro de 1934 e há muitos anos radicou-se em Campo Maior onde também foi vereador por duas legislatura.

Destaques de sua administração:

Praças de Flores, Cícero Correia Lima (AABB); Restaurante e mirante Hawai (centro do Açude Grande); Prédio e auditório da Secretaria. de Educação do município; Prédio da Secretaria de saúde de Campo Maior; instalação de 6 mini- postos de saúdes, Posto de Saúde do então povoado Boqueirão; água, energia, feiras livres e 48 escolas na Zona Rural - atuais municípios de Sigefredo Pacheco, Boqueirão e Nazaré. Mamede Lima fomentou a construção da barragem do Emparedado; de açudes e de aguadas; 47.000m2 de calçamento e meio-fio; instalou televisores nas praças públicas dos bairros e povoados; adquiriu uma fábrica de manilhas, além de caminhões, tratores e veículos.

Fundou e foi o primeiro presidente da APPM – Associação Piauiense dos Prefeitos Municipais do Estado do Piauí no ano de 1979 e que funcionou durante algum tempo em Campo Maior. Posteriormente a sede foi transferida para Teresina. Em sua gestão foram construídos os conjuntos habitacionais “Agenor Melo”, “Lucídio Portela”, “José de Almeida” e “Caixa Econômica”. Em 1994, recebeu a “Medalha Heróis do Jenipapo” e o título de “Cidadão Campo-maiorense”.

 

 

 



Escrito por NettodeDeus às 16h48
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Hilson Bona, Juiz. Nasceu em Campo Maior a 01/101913 e faleceu a 22/12/1975. Filho do Capitão Alberto Bona e de Ana Moura Bona. Bacharel em Direito, foi juiz e diretor do Fórum de Campo Maior. Iniciou sua carreira profissional como promotor público na cidade de Altos [PI], sendo posteriormente juiz de Aparecida, Santa Filomena, São Raimundo Nonato, Buriti dos Lopes – o Fórum dessa cidade tem o seu nome - duas vezes, Barras e Campo Maior, onde se aposentou. Suas promoções foram sempre por antiguidade e pelo sério e competente trabalho que sempre desempenhou. Dr. Hilson serviu à Justiça por longos 35 anos, tendo sido o principal idealizador da construção do Fórum Desembargador Manoel Castelo Branco, de Campo Maior, inaugurado no Governo Helvídio Nunes de Barros em outubro de 1969. Era prefeito de Campo Maior o Professor Raimundinho Andrade. Dr. Hilson Bona  sempre recusou a honraria do Fórum levar seu nome e, insistentemente, fez pedidos especiais às autoridades para convencer o governador da sua vontade e recusa.

Dr. Hilson Bona era muito humilde, honrado, íntegro, apolítico e muito modesto. Era acatado, respeitado e elogiado por todas as correntes políticas e de opinião. Foi um cidadão exemplar e ainda é citado como espelho de integridade moral e honestidade. Pai de Alberto Bona Neto, Hilson Antônio, Honório José Nunes, Josias Nunes, Lina Rosa de Jesus e Zizita Dolores.

 

Fonte: Geração Campo Maior – Reginaldo Lima.

Foto Dr. Hilson: Arquivo Paulo Roberto Bona Andrade

 

Mestre e Democrata

 

Fui aluno do Dr. Hilson Bona no Colégio Estadual de Campo Maior onde ele chegava para trabalhar, pedalando uma bicicleta com livros e provas presos na garupa. E olha que não era nenhuma Monark zero km, não! Sempre me questionei, como um cidadão, Juiz de Direito e professor, do quilate do Dr. Hilson, não se constrangia, nas aulas de Educação Moral e Cívica, em ensinar que “a Democracia é uma forma de governo do povo, pelo povo e para o povo!”. Estávamos no auge do rigor dos atos institucionais da sangrenta ditadura militar no Brasil; da mesma tirania que cinicamente incentivava o ensino da moral e do civismo, melados de sangue. O Dr. Hilson falava alto e em bom som o que ele defendia e queria que a gente aprendesse e defendesse: humildade, honradez, integridade moral e honestidade.

Se o Dr. Hilson Bona estivesse vivo, certamente seria um dos mais indignados jurisconsultos desse país; em ver no que foi transformado o sonho de democracia de tanta gente torturada, morta e vilipendiada. Não bastasse o “Estado Bandido” que se avizinha, fruto do hercúleo esforço dos palacianos do planalto central, mais precisamente, da Praça dos Três Poderes.

 

João de Deus Netto – Designer gráfico, chargista, caricaturista e blogueiro deste BitorocaraNews; do JenipapoNews e do Blog de cultura [PICINEZ].

 

 



Escrito por NettodeDeus às 14h52
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Irapuan de Sousa Rocha. Tenente aviador e instrutor de pára-quedismo da Força Aérea Brasileira – FAB. Filho de Woltigern Rocha e de Raimunda de Sousa Sá Rocha. Nasceu em Teresina em 03/07/1947, por questão de segurança médica e decisão dos pais, no entanto, passou toda sua infância e juventude em Campo Maior, sua terra natal de origem, onde fez os primeiros estudos. Fez o curso científico (Ensino Médio) no Liceu Piauiense e ingressou na FAB em 1967 como aspirante; tomou o nº  e nome  de 67.191 – Irapuan S. R.  Especializou-se em eletrônica, estatística, topografia, tecnologia militar, geografia econômica e política, direito, educação física militar, parapsicologia, guerrilha, história militar e fez os cursos de vôo, pára-quedismo e de instrutor. Foi declarado 2º Tenente aviador em 29/07/1970, servindo nas bases aéreas de Cumbicas [SP] e Parnamirin [RN]. Faleceu em acidente aéreo em Natal [RN] no dia 10/04/1972, quando ministrava instruções de pára-quedismo. Em sua homenagem, o grupamento de escoteiros, registro “10º PI” de Campo Maior, passou a denominar-se “Grupamento de Escoteiros Irapuan Rocha”. 



Escrito por NettodeDeus às 17h02
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Zeferino Neto

 

Saí de Campo Maior pela primeira vez na flor dos meus treze anos. Voltei na flor dos meus 16 anos. Quando voltei toda a meninada da minha idade tinha aprendido duas coisas que eu nos meus anos recifenses, de 60 a 62, nem de longe cheguei perto: a sinuca do "xerife" Puaca e o caminho das primas do Campo do Pacífico. Quando voltei tive que tentar me iniciar nisso, pra poder me sentir homem, se é que me entendem. Nomear aquelas santas criaturas com quem tivemos nossa natural iniciação nos doces e proibidos (praquelas crianças naquela época) prazeres da carne talvez não fosse a forma mais correta de homengeá-las, claro porque na verdade a gente nem se lembra o nome delas, provavelmente, embora não esqueça o nome da Madame que lhes tinha sob proteção, digamos. Algumas dessas damas, cujo nome era decorrente de seu enorme peso, não tanto dos anos como outras, que tinham o sufixo ão ou ona acrescentado a seus nomes de batismo ou de guerra, sendo os daquelas mais entradas nos anos (perdão pelo trocadilho, não é nada disso!), os prefixos eta ou ola ou Maria isso ou aquilo. Eram verdadeiras xerifas de um espaço onde a meninada só tinha acesso quando a luz da cidade se apagava porque a polícia era ali pertinho. E lá íamos nós na escuridão da noite atrás daquelas damas que rendiam obediência cega às donas do pedaço. Na escuridão de quartinhos apertados, à luz bruxoleante de uma lamparina de querosene, garrafas dáguas para a higine pós-coito num canto. Tentei ser o mais elegante e respeitoso para relembrar e, porque não, homenagear essas criaturas aqui nesse espaço.

 

O BITOROCARA REFRESCA A MEMÓRIA:

Zabelão, Maria Paudarco, Chicola, Foquite, Iva, Isabelzinha, Paturi, Chica Galinha, Bate-Marchas, Bola Sete, Maria Caça Homens, Foquite, Piranha, Lanzuda, Moe-de-Vara, Maria Cal e a Cotinha. Fonte: A Prostituição Feminina em Campo Maior – Celson Gonçalves Chaves.

 

 



Escrito por NettodeDeus às 10h54
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Praça localizada por trás da Catedral de Santo Antônio. Durante décadas o local foi palco de comícios, reuniões e até desenlace fatal, onde se decidiam os rumos administrativos e político do município, entre os adeptos do senador Sigefredo Pacheco, Waldeck Bona, Yvon Pacheco e outros poderosos caciques e personalidades de Campo Maior e do Estado. Na primeira metade dos anos 60, eu menino, assisti de camarote, ou melhor, do segundo andar do sobrado/residência da família do Sr. Décio Bastos, alguns desses disputados e acirrados comícios. Na companhia dos filhos do casal que eram da minha idade, apreciávamos tudo, desprovidos de qualquer tipo de ideologia ou partido, claro! Bonito mesmo era a folia, a multidão, e o fato de estarmos lá nas alturas. Mais alto do que os políticos e seus fiéis adeptos.

Restaurante Eldorado, Expresso de Luxo, Marimba, Petisqueira, Bar do Antônio Músico, Novo Hotel, Cine Glória (depois, Nazaré); Bar do Zé Sudário, amigo do meu pai, no térreo do sobrado vizinho, na esquina do quadrilátero; a amplificadora que animava com músicas e recados as noitadas da apaixonada praça antes da sessão de cinema: “A taça do mundo é nossa, com brasileiro não há quem possa...!”. Minha tia Socorro Passos, irmã do Milton do cinema, desabrochando a flor da verdadeira melhor idade, muito antes de se tornar enfermeira, ficava me enrolando com qualquer coisa, mode trocar olhares e, até, audaciosos piscares de olhos, com o rapaz que vinha na direção contrária da imensa ciranda que era hormônio puro! O “licute” era o estopim pra coisa explodir gerando muitos dos pais e avós de filhos ou netos que por ventura estejam lendo “essas mal traçadas linhas” sem nenhum cheiro de perfume.

Tomado de muita lembrança, olhando uma foto dos anos 20; distante cerca de 3.884km do epicentro da “abandonada” praça, resolvi fazer companhia a ela; me sentar com ela, no meio dela; nem que fosse preciso atravessar um “túnel do tempo” e desenhá-la bonita tal qual foi construída no início do século passado. Parece que foi “hontem”...

Pena que demoliram o bonito coreto. Nada não, hoje só serviria para os malas consumirem drogas ou partilharem os lucros dos crimes. A praça já foi do povo.

 “Chegará o dia em que as pessoas sentirão vergonha de serem honestas”, profetizou Rui Barbosa.

  

 

 



Escrito por NettodeDeus às 16h27
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Militar e aviador campo-maiorense. Nasceu em Campo Maior a 25/01/1909 e faleceu em Curitiba [PR] em 17/11/1935, inubo, com apenas 26 anos de idade, em acidente aéreo, ao participar de acrobacias, quando pilotava uma aeronave durante uma solenidade pública na capital paranaense. Fez o primário em Campo Maior, o ginasial em Floriano e o secundário no Liceu Piauiense, ingressando em 1926 na Força Aérea Brasileira, na cidade do Rio de Janeiro, como cadete. Nos anos de 1930 e 1933, alcançou, respectivamente, as patentes de 2º e 1º Tenente. Pioneiro na implantação do Correio Aéreo Nacional nos Estados do Piauí, Maranhão e Pará. Foi comandante dessa região em 1934. Alcançou em 1935 o posto de Capitão, e morreu em 17 de novembro do mesmo ano. Foi sepultado em sua terra natal, no cemitério do centro de Campo Maior.

Capitão Manoel de Oliveira foi o primeiro aviador campo-maiorense e o primeiro a pousar uma aeronave em solo de “berço de heróis”. As suas chegadas a Campo Maior eram invariavelmente identificadas pelas estrepolias acrobáticas nos céus da cidade.

Eram seus pais, Antônio José de Oliveira e Maria Floresta da Paz Oliveira. Manoel de Oliveira inaugurou o Correio Aéreo no município piauiense de Piripiri no dia 20/12/1933 e o campo de aviação “Augusto Severo”, naquela cidade, com a presença do prefeito Nelson Resende, do também aviador José Macedo e de moradores da localidade.

 

Fotos: Arquivo BitorocaraNews - Infográfico: João de Deus Netto

Fonte: Geração Campo Maior – Reginaldo Lima

 

NOTA DO JENIPAPONEWS

 

 

Não tem jeito! O saudável e divertido bairrismo entre as Freguesias de Campo Maior e Piripiri é do tempo em que vaqueiro ia de cavalo pra feira na sede do município e tinham-se notícias de grandes quantidades de vaga-lumes lá pras bandas do rio dos Matos. Pois não é que ao saber que a concorrente terra dos Resendes ia inaugurar um “moderno” Campo de Aviação, um gaiato campo-maiorense, pioneiro e arrojado piloto da Força Aérea Brasileira, se mandou de Curitiba e, pela primeira vez, tocou o solo da “moderna” pista de terra da vizinha cidade, manobrando um avião do Correio Aéreo Nacional.

Toma, João Cláudio! Que beleza!

 

João de Deus Netto – Designer gráfico, chargista, caricaturista e blogueiro deste BitorocaraNews; do JenipapoNews e do Blog de literatura PICINEZ.

 

 



Escrito por NettodeDeus às 16h12
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Quando eu era criança, a voz corrente que tinha origem na boca de um tal “menino lá na esquina”, era de que os americanos tiravam areia monazítica da serra de Campo Maior e levavam para o fabrico de bomba atômica. Era tanto, o vai e vem de aviões e helicópteros levando a tal carga, que corria o risco da serra desaparecer! Eu acreditava, afinal, estávamos à beira de uma guerra contra os comunistas, os tenebrosos seres que enchiam a cara de vodca tirando gosto com criancinhas fritas. Era um dos bizarros cardápios que os yankes mandavam seus moleques de recados nas ditaduras espalharem por todo o mundo, e, em especial, para a América Latina. O cenário era perfeito para “um filme de verdade”: o Exército Brasileiro tinha um “forte apache” em Campo Maior, mas confesso que jamais vi os tais aviões e nunca escutei o barulho inconfundível de um helicóptero sequer. A propósito: o que foi feito da pista de pouso ou das instalações dessa base aérea americana em pleno sertão do Piauí, hein, “menino? O mato comeu?

O tal "menino" até hoje perambula pelas esquinas da cidade semeando suas bombas de areia monazítica com poderosas ogivas de boatos.

 

João de Deus Netto - Designer Gráfico, caricaturista, chargista, editor dos Blogs JenipapoNews, Picinez e BitorocaraNews. Também aprecio  um bom filme de ação militar como esse que supostamente quase destrói a nossa bonita Serra Azul de Campo Maior.

 

 



Escrito por NettodeDeus às 14h50
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




ABDIAS SILVA nasceu em Campo Maior a 22-10-1918. Jornalista e cronista. Com o apoio de Érico Veríssimo mudou-se para Porto Alegre, onde passou a trabalhar na mesma revista da Editora Globo em que Érico trabalhava. Depois, trabalhou no “Correio do Povo” e no “Jornal do Brasil”, sucursal de Porto Alegre. Transferindo-se para Brasília por problemas de saúde, trabalhou junto ao velho amigo e companheiro de Liceu Piauiense, Carlos Castelo Branco, a quem substituía na “Coluna do Castelo” nas férias e nos eventuais impedimentos do titular e papa do jornalismo político da nação, o “Castelinho”.

Seus filhos José Luiz e Sérgio Boré, bem como a viúva, Zete Montserrat, contribuíram com as fotos que enriqueceram a homenagem. O jornalista era irmão da Professora Judite Silva, proprietária de um Jardim da Infância em Campo Maior.
Abdia
s morreu, aos 87 anos, no dia 11 de maio de 2006.

 

Netinho, o Abdias foi para Porto Alegre depois de ter sido expulso do Liceu. À época, expulsão de um colégio público era o fim da carreira do freguês. Ele fez uma carta para o Érico que, generosamente, mandou buscá-lo, Trabalharam juntos, ficaram amigos, um dia, o Abdias perguntou ao Érico o porquê do seu gesto. O escritor respondeu: "Eu nunca tinha visto um piauiense antes. Queria saber se essa gente existia mesmo ou era invenção de algum ficcionista". Belo jeito de ser generoso. -  Cineas Santos.

 

Deus escreve certo com linhas mais certas ainda! - Nettocampomaior

 

Netto, não só conheci o Abdias Silva como privei de sua amizade na qualidade de seu parente. Realmente, trata-se de uma pessoa fora do comum, simples apesar de importante jornalista e escritor. Sua irmã, minha estimada amiga Judite Silva, reside em Campo Maior, onde é dona de uma das mais antigas escolas de alfabetização da cidade o conhecido "Jardim da Infância Mamãe do Céu". Abraços, Neville Paz

 

De Curitiba - Nettocampomaior, para o BitorocaraNews

 



Escrito por NettodeDeus às 08h57
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




"Qualquer notícia, mesmo a mais importante, cabe em 30 linhas! Mas, ô, Abdias, e se a bomba atômica explodir?Perguntou o iniciante Paulo José Cunha. E ele: "É a mesma coisa, bota tudo em 30 linhas. Vai ter tão pouca gente pra ler, que 30 linhas continua sendo um bom tamanho pra contar a história...".

 

Sempre calmo, bem humorado e muito consciente da função do jornalismo, fazia questão de não apenas receber matérias de jovens repórteres e mandar fazer reparos, como acontece com a maioria dos chefes de redação. Costumava ficar sentado ao lado de iniciantes,  ajudando na correção dos textos, ensinando truques para tornar o texto mais atraente, repassando a experiência acumulada desde o final dos anos 30, quando ingressou no jornalismo, ao lado de Carlos Castello Branco e Neiva Moreira, no extinto jornal "O Tempo", de Teresina, de propriedade de Cláudio Pacheco. Dali, em 1938, Abdias seguiria para Porto Alegre, a convite de Erico Veríssimo, que lhe oferecera  uma vaga de contínuo na Editora Globo. Rapidamente passou de contínuo a repórter da já famosa Revista do Globo e logo era contratado pelo "Correio do Povo", na época um jornal do prestígio de um "O Globo" ou de uma "Folha de S. Paulo" dos dias de hoje. Como principal repórter político do "Correio do Povo", Abdias teve oportunidade de entrevistar figuras da dimensão de Getúlio Vargas (que fazia questão de ir recebê-lo no aeroporto de São Borja, onde cumpria exílio voluntário até o retorno ao poder pelo voto popular). Tornou-se amigo pessoal de João Goulart, conviveu com Leonel Brizola, Perachi Barcellos, Adhemar de Barros, Juscelino Kubitscheck, Oswaldo Aranha, João Neves da Fontoura, Flores da Cunha  e muitas outras figuras de proa da política nacional da época.

Piauiense de Campo Maior, Abdias nutria verdadeira paixão pela sua terra. De brincadeira, seus colegas diziam que não viajava para o Piauí: ia a Campo Maior... Uma vez, o jornalista Luiz Barbosa, setorista do Itamarati, durante um plantão dominical colou um poster dos Alpes Suíços no quadro mural da redação do Jornal do Brasil e escreveu a mão, para provocar Abdias: "Inverno em Campo Maior-PI". Ao chegar na segunda-feira pela manhã, a primeira coisa que Abdias fez foi dar uma olhada no mural, pra ver se não tinha algum recado. Ao se deparar com a gozação, não perdeu o rebolado e falou, pra toda a redação ouvir: "Campo Maior? Que nada! Campo Maior é muito mais bonito!".

De Brasília, Paulo José Cunha, para o BitorocaraNews.



Escrito por NettodeDeus às 17h18
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




O crítico de teatro Yan Michalski, do Jornal do Brasil, avalia seu estilo e a modesta projeção de sua obra: "Embora tendo passado toda a sua vida adulta no Rio, o escritor permaneceu fiel, na sua temática, às suas raízes nordestinas. Grande parte da sua obra aborda personagens, cenários, mitos e tradições do Nordeste; e o faz amorosamente, com extrema sensibilidade, profundo conhecimento dos problemas e dos homens da região, através de um diálogo de alta qualidade literária. O seu temperamento retraído, modesto e tímido impediu-o de conquistar, perante a opinião pública, a posição a que o vigor da sua dramaturgia o capacitava, e condenou grande parte de sua obra ao ineditismo".

Francisco das Chagas Pereira da Silva, foi dramaturgo, contista e crítico teatral de renome internacional. Durante sua infância estudou em sua terra natal e residiu com seus pais na Praça Rui Barbosa, atrás da catedral da Santo Antônio. Formado em Bibliblioteconomia, trabalhou cerca de 38 anos na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. A peça teatral de sua autoria, Chapéu de Sebo”, permaneceu em cartaz em Berlim, Alemanha, por quase dez anos!

Chico Pereira nasceu em Campo Maior em 1918 e faleceu no Rio de Janeiro em 1985.

 



Escrito por NettodeDeus às 17h23
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Essa é a pequena famia de seu Luizim e dona Maroquinha:
as duas filhas, Dalva melo, de óculos atrás, a quem mãe Maroca tomou de seu irmão, o véi Estácio, e que foi minha segunda mãe, dos 12 aos 18 anos; e sua  outra filha, legítima, Iraneide, a DD, a única ainda na vertical. Sua mãe, Netto, conhece a DD. Quem não conhece a DD em Campo Maior?! Desafia o Antonio Amaral.

Amaral, primeiro foi aquela Sra.assustada com o Cine Nazaré aberto; um Aero Wyllis e uma ”vespa” estacionados na frente esperando o começo do filme El Cid. Agora estamos vendo o artista perambulando no “túnel do tempo”, admirando a paisagem da Praça Rui Barbosa nos anos 30, aproveitando a presença da sua família. Sobrenatural!!!

 

Para ler ou enviar mensagem clique no Link 

 



Escrito por NettodeDeus às 13h19
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Conhece sim, Papai! É a marca do “pé d`água” nas “torres”!

É assim que o Sr. Zé Dideus sempre chama as nuvens carregadas e prontas para desabar aquele aguaceiro na terra dos carnaubais.

José Alves Amorim ou Zé Dideus, como é mais conhecido o filho do “seu Dideus”, tradicional comerciante e figura antológica de Bitorocara no século passado. Zé Dideus nasceu na época do lançamento nos Estados Unidos, do famosíssimo Ford 29. Coincidência ou não, o foi motorista do Ministério da Saúde com passagem pelo Rio de Janeiro e na Brasília do Presidente JK. O filho do comerciante de botão, anzol, potes, cereais, óculos e dinamite, a exemplo do pai, tem muita estória pra contar. Façamos o seguinte: como é absolutamente impossível narrar todas as façanhas do Zé Dideus em uma só matéria, deliciaremos os leitores amigos, conhecidos ou não, em capítulos lembrados por alguns parentes e conhecidos da “corriola” do Papai. 

 

TERREMOTO!!!

 

Lembram dos terremotos que estavam abalando o Ceará? Pois é. Um certo dia o Zédideus saiu pelo comércio com a seguinte estória:
”Deu no jornal que agora o terremoto vem, e, vem mais forte; pode até chegar aqui em Campo Maior! Lá em casa tá tudo que é copo de vidro e outras coisas de quebrar, no chão; pra não ter o perigo de se espedaçar tudo - isso ele contou em um pequeno comércio no centro de Campo Maior.
Recado dado, o Zédideus foi dar uma voltinha no mercado e voltou ao mesmo comércio no qual tinha dado a notícia. Chegando lá, o pobre do comerciante tinha colocado as prateleiras a baixo. Tava tudo no chão!!!.

(Lylian Alves Melo)

 

 

FÉRIAS PRA QUE TE QUERO!

 

E por falar em Zé Dideus, quando o Sr. Luis Monte (grande homem!), ainda era vivo, o chegava à sua lanchonete e começava a tagarelar, já sabendo o que iria aprontar.

Lá pelas tantas, quando ele notava que o Sr. Luis Monte estava sentado e iria ouvir o que ele dissesse, ele mandava: Daqui a tantos dias estou entrando de férias!  Sr. Luis, doido de vontade de dizer alguma coisa, esperava impacientemente, mas começava logo a balançar a perna; a impaciência chegando ao limite. chegava para mim e dizia: depois tu me conta como foi!

Era só ele sair Sr. Luis ia logo detonando: Tá vendo? Isto é só pra mangar da gente. Nunca trabalhou e ainda fala em férias!!!

O Zé Dideus era motorista do Ministério da Saúde, lotado em Campo Maior. É antiga, a fama de vida boa do funcionalismo público.

(Hélder Andrade)

 

MAIS DO ZÉ DIDEUS

 

Certa vez estava ele conversando com o Zuza Correia Lima quando o Gilberto Mendes pára o seu carro e chama o . Ao retornar ao lugar em que estavam, o Zuza pergunta o que haviam conversado e, o Zé de Deus saiu-se com esta: É que o Gilberto me convidou para ir almoçar com ele, mas me pediu para não te dizer nada, pois tu poderia querer ir também. O Zuza ficou uma arara.

Outra vez, o estava conversando com o Edmundo, filho de pai rico e que por isso não dava um prego numa barra de sabão, quando ao longo passava o Lucas, irmão do Edmundo (que também nada fazia) ao que este comentou: Zé de Deus esse meu irmão não faz nada na vida, ao que o retrucou: Edmundo porque tu não o convida pra  trabalhar contigo?

(Neville Paz)

Para ler ou enviar mensagem clique no Link



 

  

 



Escrito por NettodeDeus às 13h48
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Jaime da Paz governou de 01/02/1971 a 31/01/-1973

Comerciante, professor, militar, bancário e político.

Nasceu em Campo Maior a 22/04/1922.  Filho de José de Melo da Paz e Francisca de Sousa Frota, ficou órfão aos 6 anos de idade e a partir de então passa a ser criado pelos seus pais adotivos, João de Deus e Silva (Cazeba) e Cândida Paz (Sicândida).  Estudou as primeiras letras em Campo Maior e concluiu o curso de Técnico em Contabilidade na Escola Técnica de Comércio do Rio de Janeiro. Por ocasião da segunda guerra mundial ingressou no Exército (1943) para fazer parte da Força Expedicionária BrasileiraFEB. Galgou as seguintes patentes: cabo, sargento, oficial e técnico de manutenção, com curso de especialização na Escola Técnica de Aviação de São Paulo. Era Vice-prefeito Raimundo Helvécio Lima.

Tenente Jaime é casado com a professora Mariema Paranaguá da Paz.

 

Destaques em sua administração:

Construção do Mercado Público, inaugurado em 07/09/1972, localizado na Av Demerval Lobão, e início da construção do Terminal Rodoviário Zezé Paz. Concluiu e inaugurou o cemitério do Bairro São João. Construiu o edifício comercial Prof. Raimundinho Andrade, na Av. Demerval Lobão e casas populares do Conjunto Ipase.

 

Nota do BitorocaraNews:

Da professora eu tenho a melhor das recordações dos tempos do Colégio Estadual onde fui seu aluno no início dos anos 70. Coincidência ou não, a D. Mariema, já naquela época, não era só a minha professora, era também uma leitora assídua do jornal que eu inventei de publicar, com uma corriola de amigos, e que “veiculava” pregado na parede do colégio. Foi no distante dia 5 de Maio de 1973, Dia da Comunicação. Pronto, estava batizado o “mural”: Comunicação! Com esse taxativo nome só poderia ter dado certo.

 

Na fotomontagem, o casal Jaime da Paz tendo ao fundo a residência nas margens do açude, em Campo Maior.

 

Para ler ou enviar mensagem clique no Link

 



Escrito por NettodeDeus às 13h47
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 

Para ler ou enviar mensagem clique no Link



Escrito por NettodeDeus às 13h46
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




“Agora vou dar pequenos traços de uma pessoa muito querida, humilde, mas muito respeitada e popular. Trata-se do Sr. Carumbé, de estatura baixa, grosso, moreno escuro, rosto cheio de covinhas, conseqüência de espinhas, cabeça grande, que só pinto caipira nascido no mês de agosto, sério que só porco fazendo xixi. Braço e perna esquerda esquecidos, a ponto de se notar quando caminhava, pois puxava a perna e o seu braço quase não fazia movimentos. Gostava de um chapéu de baeta e de um cigarro que deixava no canto da boca até se queimar todo. Tinha como profissão o jogo de bozó, que bancava na feira livre, terreiros de festas dançantes ou eventos religiosos. Quando conseguia arrranjar uns trocados no jogo, tratava logo de tirar de campo, antes que um espertalhão felizardo levasse toda sua grana. Mais que depressa guardava o dado e o copo de couro, metia o braço entre as pernas da mesinha que bancava o jogo e saía de mansinho, deixando os fregueses de cara pra cima. Era mesmo um artista.”

Memórias da Adolescência, ed. 1994 - Francisco da Silva Cardoso)

 

Nota do JenipapoNews:

 

O Carumbé morava em condições deploráveis numa inóspita tapera na entrada do bairro da Baixa, em Campo Maior, de onde, diariamente, arrastava o pequeno e pesado corpo com o esforço de uma só perna, na sua Via Crucis por uma trilha cheia de lama e lixo, na subida de uma íngreme ladeira até a Rua Padre Fábio, nos fundos do casarão do Sr. Gentil Alves, da praça onde hoje está o Teatro dos Estudantes. Era o trajeto até o antigo Mercado Velho (atual Prefeitura), “repartição” do seu único ganha-pão. Não sabemos se o Carumbé, no final do seu difícil jogo da vida, chegou a desfrutar de algum tipo de aposentadoria ou se deixou alguém, que hoje, vivendo em melhores condições, esteja testemunhando a importância do combatido Bolsa Família nos bolsões de miséria implantados há trocentos anos pelo “cantões” do Brasil.

 

Foto: Arquivo Prof. Assis Lima. O autor da foto está ilegível, vê-se com alguma dificuldade os sobrenomes Portela Ibiapina. Agradecimentos ao Moacir Ximenes Lima, da Biblioteca Marion Saraiva

Caricatura: João de Deus Netto - BitorocaraNews

 



Escrito por NettodeDeus às 09h12
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]






Escrito por NettodeDeus às 13h40
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Localiza-se a uma latitude 04º49'40" sul e a uma longitude 42º10'07" oeste, estando a uma altitude de 125 metros.

A distância de Campo Maior à capital (Teresina) é de 84 Km.

Sua culinária é bastante apreciável. A "carne de sol" é prato obrigatório e marca registrada da cidade. Outras comidas típicas são a Paçoca e Maria Isabel, sendo que essas apresentam o uso da Carne de Sol na preparação da comida. Foi nessa cidade que ocorreu a mais violenta e única batalha sangrenta pela Independência do Brasil, a Batalha do Jenipapo Esquecida historicamente, o 13 de março de 1823 teve papel decisivo para manter a unidade territorial do país. Consistiu na luta de vaqueiros, agricultores e outros trabalhadores contra as tropas do Marechal Fidié, que cumpria ordens do Rei de Portugal, D.João VI, para que o norte do Brasil permanecesse sobre o domínio português. O povo do Piauí, lutava com facões e instrumentos de trabalho , não com armas. Perderam a batalha, mas não a guerra. Depois disso, Fidié, seguiu para o Maranhão, onde foi preso.

 



Escrito por NettodeDeus às 13h17
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Antônio Andrade Filho (Irmão Turuka), nasceu em 26 de janeiro de 1924, em Campo Maior, na casa de seus pais na Praça Rui Barbosa. Era filho do Coletor Federal Antônio Andrade e Ana Pereira Andrade (Anita), primos em 3º grau.

Fez seus primeiros estudos na Escola Valdivino Tito, situada na época, ao lado da residência de seus pais, onde funcionou o Novo Hotel. Estudou também na sua infância na escola de Dona Josefa Lima, indo complementar seus estudos no Colégio Diocesano em Teresina, em regime de internato. Ao final da década de trinta, o jovem rapaz retorna a Campo Maior. Algum tempo depois, enamora-se de uma bela jovem, eleita na época em concurso, miss Campo Maior. Descobre nela grandes virtudes que a fazia diferente das demais; mesmo enfrentando muitas restrições por parte do seu pai casa-se com a Dona Raimunda Rodrigues no dia 11  de novembro de 1944.

. Sem deixar de lado o gosto pela boemia e ao lado dos amigos inseparáveis Bona Neto e Aluizo Portela, cultivava ainda alguns hábitos de solteiro. Seu pai, chefe político, líder do PTB na cidade, na tentativa de ter um sucessor na política, impõem ao filho a candidatura de vereador, encontrando neste forte resistência. O mesmo não fez campanha, não pediu votos, nem compareceu à sessão eleitoral para votar,  no dia do pleito se refugiou  no bar do melhor amigo, Bona Neto ( Antônio Músico). Não se elegeu, sua vocação  não era mesmo  a política  e sim a luta a favor dos mais necessitados. 

 Inaugurou sua primeira farmácia com o nome de “Socorro Farmacêutico Santo Antonio”, na cidade de Altos. Na volta para Campo Maior, foi residir na Rua Senador José Euzébio, onde funciona hoje o Banco do Nordeste.  Na antiga Praça do Relógio instala a “Farmácia Popular,” onde conquista uma grande freguesia graças ao seu carisma e aos conhecimentos como farmacêutico prático. Dava sempre uma atenção especial aos mais carentes, realizando consultas e distribuindo medicamentos para os que não podiam comprar.

  Irmão Turuka fez ao longo de sua vida importantes amizades, porém uma delas, em especial transforma sua vida. Ao conhecer o Dr: Eli Nunes passa a estudar com ele a Doutrina dos Espíritos. Reúne logo depois um grupo de amigos, entre eles: Dr: Hilson Bona, juiz de direito; Dr: José Francisco, Dona Margarida Lobão, seu esposo e outros, para o estudo e a prática da Doutrina. Abandona alguns vícios e uma grande mudança acontece em sua vida. Incentivado pelo amigo Eli Nunes, funda em 12 de março de 1957, o Centro Espírita Caridade e Fé. Em terreno doado por seu pai, constrói uma área destinada às reuniões doutrinárias, de estudo e prática mediúnica. Em torno do espaço, surge depois uma vila de casas, construídas por ele para abrigar deficientes físicos, leprosos e anciões - criaturas excluídas que não tinham onde morar. Passa a cuidar destas pessoas com muita dedicação, como se fossem membros da sua própria família.

Continuando sua luta, transfere sua farmácia para à Av: Demerval Lobão, atendendo preferencialmente a  população mais carente. Em 1962, seu filho Antonio Andrade Neto se transfere para Fortaleza para continuar seus estudos, iniciados no No ano de 1965 é iniciado na Maçonaria juntamente com os amigos Dr: José Laurindo, Dr José Francisco Bona, Dr: Altivo da Costa Araújo e outros, na cidade de Teresina. Em abril de 1966 quando parecia se recuperar da perda do pai, um novo abalo; seu filho Antonio Neto, que já residia em Salvador, onde estudava e trabalhava no importante jornal “A Tarde“, morre em um terrível acidente juntamente com 14 colegas de trabalho. O duro golpe o deixa bastante arrasado, agravando o seu estado de saúde, pois seu coração já  apresentava sinais de fraqueza.

Atendia diariamente dezenas de pessoas no Centro Espírita Caridade e Fé e na Farmácia Popular que iam em busca de alimentos, medicamentos ou simplesmente de uma palavra amiga. Turuka sempre realizou visitas aos lares mais pobres, hospitais, cadeia pública.

 Foi um grande colaborador do jornal “A Luta”; correspondente da Rádio Clube de Teresina e de jornais da capital. Foi um dos idealizadores da construção do monumento dedicado aos heróis do Jenipapo juntamente com seu amigo Otacílio Eulálio.

 Era uma bela manhã de domingo, do dia 28 de junho de 1970, a seleção brasileira tinha conquistado o tricampeonato mundial de futebol. No país o clima era de festa. Irmão Turuka e um grupo de amigos foram para um agradável passeio na Serra de Campo Maior, entre eles: Prof. Raimundinho Andrade, Antonio Almeida, Bona Neto, Ferreirinha e Gesuino. Após o retorno da serra, um novo passeio até o sitio Cascata, juntamente com familiares. À noite, no interior da Farmácia, ao abrir alguns caixotes com seu filho Simão Pedro, uma dor aguda no peito interrompe o trabalho e mesmo com os cuidados do amigo e médico Dr:José Francisco, não resiste ao violento enfarte.  Cercado pelos filhos, pela esposa e pela mãe, fecha seus olhos para o mundo terreno. Seu cortejo é acompanhado por grande multidão, seu corpo é levado até ao Centro Espírita  e ao  Abrigo para as últimas despedidas. Eram muitos os órfãos. O Pai da pobreza como era conhecido por todos, tinha partido. 

Na foto abaixo membros da família do Irmão Turuka. Da esquerda para`a direita:

Paulo Andrade, Gorete(esposa do Paulo), Raimundinha(esposa do Turuka), Irene (filha) e o marido Erasmo, Manoel(genro) e Amparo (esposa).

Em cima, os netos  e o filho caçula, Simão Pedro. A filha adotiva Blandina está na lambreta, entre o Irmão Turuka e o Simão Pedro.

       

 

 



Escrito por NettodeDeus às 13h33
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 “A elite vivia em boas farras e a cidade era detentora do maior número de cabarés do Piauí. Fazendeiros e comerciantes mandavam buscar mulheres em outros Estados; era a força do poder econômico, oriundos da cera de carnaúba e do gado”. (João Alves Filho, no seu livro Mateus Rumo ao Céu, sobre a prostituição em Campo Maior)

 

Bitorocara: nettocampomaior@gmail.com 

De princípio, em entrevistas se conseguiu revelações como essas: “O major Honório Bona afirmava que enquanto fosse vivo a prostituição não acabava na Rua Santo Antônio(Informação verbal anônima). Um ex-frequentador da zona do meretrício afirma: “As mulheres vinham determinadas primeiros para certas personalidades locais, depois elas ficavam por aqui, vendendo seu corpo para os outros”. Depoimento de outro ex-frequentador da rua, que fala de sua vida de boêmio, explicita bem essa questão ao dizer: “Eu andei, muitas vezes, não nego. Eu me lembro de ter visto muita gente importante de Campo Maior na rua Santo Antônio”. E por fim, o cronista João Alves Filho confirma esta tese ao proferir: “De elevado poder aquisitivo, este município importou belíssimas mulheres que serviram na vida fácil aos Senhores Burgueses”.

 

 

 

Fonte: Rua Santo Antônio – A Prostituição feminina em Campo Maior - Celson Gonçalves Chaves

Foto: Cabeh

 

 



Escrito por NettodeDeus às 12h52
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


 
Meu perfil
BRASIL, Sul, CURITIBA, João de Deus NETTO, natural de Campo Maior [PI],, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Informática e Internet, Desenhar e Fazer Saliência
Histórico
    Outros sites
      UOL - O melhor conteúdo
      BOL - E-mail grátis
      jenipapoirado
      JENIPAPO NEWS
      PenaPicinês
      SetCuia Blog
    Votação
      Dê uma nota para meu blog